O sistema pós-fordista de produção não mais se assenta sobre o tipo de trabalhador requerido pela organização do trabalho taylorista-fordista[20]. O novo trabalhador requerido pela empresa flexível deve ser basicamente polivalente, ter capacidade de trabalhar em equipe, estar apto a lidar com a fragmentação, ter capacidade de aceitar novos riscos e viver sob a égide dos “laços fracos” [21].
Como observa Gollain, a mudança é mais profunda, pois forçoso é constatar que a favor da rapidez das novas transformações atuais, a empresa e o assalariado estão em vias de desaparecer como entidades que podem facilmente ser identificadas e que as diversas estratégias de utilização da força de trabalho adotadas pelas empresas nos últimos anos questionam a clivagem tradicional entre assalariado e independente. [22]



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