A campanha eleitoral deste ano terá, sem dúvida, a religião como cabo-eleitoral. Para muitos fiéis, esta hipótese é de torcer o nariz. Consideram esta mistura de fé e política como inadequada e, inclusive, oportunista.
"Não há nada mais político do que dizer que a religião nada tem a ver com a política", disse o bispo sul-africano Desmond Tutu. Na América Latina, não se pode separar fé e política, assim como não seria possível fazê-lo na Palestina do século I. Na terra de Jesus, quem detinha o poder político, detinha também o poder religioso.
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