X - O movimento operário: um movimernto em prol do trabalho (resumen)

O movimento operário clássico, que só entrou em ascensão muito depois do declínio das antigas revoltas sociais, já não lutava contra as exigências do trabalho; pelo contrário, desenvolveu precisamente uma hiperidentificação com aquilo que lhe parecia ser inevitável. Interessava-se apenas por «direitos» e correcções no seio da própria sociedade do trabalho, cujas coerções já tinha amplamente interiorizado. Em vez de criticar radicalmente a transformação da energia humana em dinheiro enquanto finalidade autotélica irracional, assumiu ele mesmo «o ponto de vista do trabalho» e interpretou a valorização do capital como um facto positivo em si mesmo e, portanto, neutro.

Assim, o movimento operário assumiu, à sua maneira, a herança do absolutismo, do protestantismo e do Iluminismo burguês. A infelicidade do trabalho foi convertida numa falsificação: o orgulho do trabalhador, que vinha redefinir em termos de «direito do homem» a autodomesticação do indivíduo como material humano do ídolo moderno.

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