O primeiro princípio moral é o direito do homem ao seu trabalho. […] A meu ver não há nada mais detestável do que uma vida ociosa. Nenhum de nós tem esse direito. A civilização não tem lugar para os ociosos.
- Henry Ford
O próprio capital é a contradição em processo, […] pois esforçase por reduzir o tempo de trabalho a um mínimo, enquanto, por outro lado, põe o tempo de trabalho como única medida e fonte da riqueza. [...] Assim, por um lado, chama a terreiro todos os poderes da ciência e da natureza, bem como os da combinação e do intercâmbio sociais, para fazer com que a criação de riqueza seja (relativamente) independente do tempo de trabalho nela aplicado. Por outro lado, pretende medir pelo tempo de trabalho estas gigantescas forças sociais assim criadas, e contêlas dentro dos limites requeridos para que o valor criado se mantenha como valor
-Karl Marx
A crise do trabalho arrasta consigo necessariamente a crise do Estado e, portanto, da política. Basicamente, o Estado moderno deve a sua carreira ao facto de o sistema produtor de mercadorias precisar de uma instância superior que garanta, no quadro da concorrência, os fundamentos jurídicos e os pressupostos da valorização do capital - incluindo um aparelho repressivo para o caso de o material humano se insubordinar contra o sistema. Na sua forma amadurecida de democracia de massas, no século XX, o Estado teve de assumir, de forma crescente, encargos de natureza socio-económica: não apenas o sistema de segurança social, mas também a saúde e a educação, a rede de transportes e de comunicações, infra-estruturas de todo o tipo que se tornaram indispensáveis para o funcionamento da sociedade do trabalho, enquanto sociedade industrial desenvolvida, mas que não podem ser organizadas de acordo com o processo de capitalização da economia empresarial. E isto porque as infra-estruturas têm de estar permanentemente disponíveis para o conjunto da sociedade e têm de cobrir todo o território, não podendo portanto ser obrigadas a adaptar-se à s conjunturas da oferta e da procura no mercado.
A consciência social dominante engana-se sistematicamente a si mesma sobre a verdadeira situação da sociedade do trabalho. As regiões em colapso são ideologicamente excomungadas, as estatísticas relativas ao mercado de trabalho são descaradamente falsificadas, as formas de pauperização são dissimuladas pelos media. A simulação é o traço característico mais central do capitalismo em crise. Isto vale também para a própria economia. Se, pelo menos nos países ocidentais que constituem o núcleo do sistema, subsistiu até agora a aparência de que o capital podia acumular-se mesmo sem trabalho e que a forma pura do dinheiro sem substância podia garantir o contínuo crescimento do valor, tal aparência ficava a dever-se a um processo de simulação nos mercados financeiros. À imagem e semelhança da simulação do trabalho através das medidas coercivas da administração democrática do trabalho, formou-se uma simulação da valorização do capital através da desarticulação especulativa entre o sistema de crédito e os mercados bolsistas da economia real.
Os serviços indiferenciados, directamente prestados a um particular, podem aumentar não só o bem-estar material do indivíduo, mas também o bem-estar imaterial. Assim, um prestador de serviços aumenta o bem-estar do cliente ao assumir trabalho que este teria de executar. Em simultâneo verifica-se um acréscimo do bem-estar do prestador de serviços, uma vez que essa actividade faz crescer a sua auto-estima. Exercer um serviço indiferenciado e personalizado é melhor para a psique do que estar desempregado.
- Relatório da Comissão para Questões do Futuro, dos Estados Livres da Baviera e da Saxónia, 1997.
Atém te com firmeza ao conhecimento que vai sendo comprovado no trabalho, pois a própria natureza o confirma e lhe dá o seu consentimento. No fundo, não tens outro conhecimento além daquele que adquiriste pelo trabalho; tudo o mais são apenas hipóteses do saber.
- Thomas Carlyle
Por muito que a crise fundamental do trabalho seja recalcada e transformada em assunto tabu, a verdade é que ela marca com o seu cunho todos os conflitos sociais da actualidade. A passagem de uma sociedade de integração de massas para uma ordem de selecção e apartheid não conduziu a uma nova ronda da antiga luta de classes entre o capital e o trabalho, mas sim a uma crise das categorias da própria luta de interesses imanente ao sistema. Já na época da prosperidade, após a Segunda Guerra Mundial, a antiga ênfase da luta de classes tinha empalidecido. Não porque o sujeito, «em si mesmo» revolucionário, tivesse sido «integrado» através de processos de manipulação e corrupção num discutível bem-estar, mas, pelo contrário, porque no desenvolvimento fordista se revelou a identidade lógica entre o capital e o trabalho, enquanto categorias sociais funcionais de uma mesma forma social fetichista. O desejo - imanente ao sistema - de vender nas melhores condições possíveis a mercadoria força de trabalho deixou de ter qualquer elemento que apontasse no sentido da transcendência do sistema.
A rotura com as categorias do trabalho não se depara com um campo social definido, objectivamente determinado, ao contrário do que acontece com a luta de interesses limitada e imanente ao sistema. Trata-se de uma rotura com a normatividade falsamente objectiva de uma «segunda natureza», e portanto a sua efectivação não poderá ser vista uma vez mais como algo de quase automático, antes terá que ser uma consciência negadora - objecção e rebelião, não respaldada em qualquer «lei da história». O ponto de partida desta rotura não pode ser um novo princípio universal e abstracto, mas apenas a repulsa que cada um sente perante a sua existência enquanto sujeito do trabalho e da concorrência, e a recusa categórica de ter que continuar a funcionar assim, em circunstâncias cada vez mais miseráveis.
Os adversários do trabalho serão acusados de não passarem de fantasistas. A história teria comprovado que uma sociedade não pode funcionar se não se basear nos princípios do trabalho, da coerção produtiva, da concorrência em economia de mercado e do egoísmo individual. Quereis portanto afirmar, vós, apologistas do status quo dominante, que a produção capitalista de mercadorias veio de facto proporcionar uma vida minimamente aceitável para a maioria dos homens? Dizeis que o sistema «funciona», justamente quando o crescimento vertiginoso das forças produtivas expulsa da humanidade milhões de indivíduos que podem ficar felizes por sobreviverem nas lixeiras? Quando milhões de outros, que mal suportam a vida frenética a que os obriga a ditadura do trabalho, caem no isolamento e na solidão, narcotizam a inteligência sem qualquer prazer e adoecem física e psiquicamente? Quando o mundo é transformado num deserto, apenas para que com o dinheiro se possa fazer mais dinheiro? Pois bem. Esse é realmente o modo como o vosso grandioso sistema do trabalho «funciona». Mas nós recusamo-nos a realizar tais façanhas!
Algumas plantas e suas funções:
ALCACHOFRA - Artemisia alba: contém muito ferro e cálcio. Repõe os sais minerais do organismo. Usam-se as folhas da base da planta. O chá é tônico, diurético, preventivo e curativo das afecções do fígado, da bílis estômago, rins e bexiga. Útil nos casos de diabetes, colesterol elevado. Arteriosclerose, tireóide, hipertensão, asma afecções dos pulmões e doenças de pele. Evitar o chá na lactação.
ARRUDA - Ruta graveolens: a arruda contém propriedades tóxicas. Evitar na gravidez. É normalizadora do ciclo menstrual. Boa para dor de cabeça, dor de dente e de ouvido (amassar um galhinho com um pouco d'água, ou um chumaço de algodão junto ao ouvido ou no dente). Também para gases, incontinência da urina, fraqueza dos vasos sangüíneos, calmante e como antiinfecciosa. Para ressacas, embriaguês e indigestão.
Nos últimos vinte anos, o desemprego se tornou um verdadeiro drama praticamente universal: as taxas de desemprego explodiram mesmo em países onde alguns anos antes não atingiam nem 1%. As explicações que passaram a ser dadas e que, com o tempo, se tornaram dominantes, atribuíram a causa à s inovações tecnológicas (a microeletrônica, as telecomunicações). No caso dos países pouco desenvolvidos, se acrescentou outro fator: a baixa qualificação do trabalhador. Em ambos os casos, a causa do desemprego seria independente das políticas adotadas: seria simplesmente o resultado do progresso (e quem é contra o progresso?). Como resultado do progresso, se exigem trabalhadores mais qualificados, o que coloca a responsabilidade do desemprego sobre os próprios trabalhadores - insuficientemente qualificados para os empregos que existem.
Nos últimos vinte anos difundiu-se o mito de que o trabalho iria acabar: chegou-se a organizar seminários internacionais em que se discutiu o surgimento iminente da sociedade dos 20 por 80 - na qual 20% trabalhariam e 80% ficariam sem trabalho. O motivo alegado para tal previsão foi a introdução de novas tecnologias, especialmente a informática. Efetivamente, a partir dos anos 80, o desemprego passou a crescer na maior parte do mundo: na Europa, no Terceiro Mundo em geral.
Uma das explicações fornecidas pelo discurso neoliberal é o excesso de proteção social, a legislação trabalhista. Os encargos sociais (previdência), segundo eles, oneram o empresário, fazendo com que ele contrate menos. A solução seria a “flexibilização” das leis trabalhistas.
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