A noção de rede é peculiar à teoria da complexidade, guardando traços advenientes da cibernética, da ecologia e de outras elaborações sistêmicas em diferentes áreas. A noção de rede coloca a ênfase nas relações entre diversidades que se integram, nos fluxos de elementos que circulam nessas relações, nos laços que potencializam a sinergia coletiva, no movimento de autopoiese em que cada elemento concorre para a reprodução de cada outro, na potencialidade de transformação de cada parte pela sua relação com as demais e na transformação do conjunto pelos fluxos que circulam através de toda a rede. Assim a consistência de cada membro depende de como ele se integra na rede, dos fluxos de que participa, de como acolhe e colabora com os demais.
A noção de Rede de Colaboração Solidária, enquanto categoria analítica, resulta da reflexão sobre práticas de atores sociais contemporâneos, compreendidas desde a teoria da complexidade e da filosofia da libertação. Enquanto categoria estratégica é elemento central da chamada revolução das redes, na qual ações de caráter econômico, político e cultural se realimentam subvertendo padrões e processos hegemônicos mantenedores do capitalismo avançando para a construção de uma globalização solidária.
Era uma vez um camponês que foi ao bosque próximo a atrapar algum pássaro com o fim de tê-lo cativo em sua casa. Conseguiu atrapar um aguilucho. Colocou-o no galinheiro junto as galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Ao passar pelo jardim, diz o naturalista: "Esse pássaro que está aí, não é uma galinha. É um águia."
"De fato", disse o homem. "É um águia. Mas eu a criei como galinha. Já não é um águia. É uma galinha como as outras.
"Não, respondeu o naturalista". Ela é e será sempre um águia. Pois tem o coração de um águia. Este coração a fará um dia voar as alturas".
Sobre endividamento sem fim + estagnação x submissão = Empobrecimento e dependência sem fim
Essa é a equação suicida vigente no Brasil, e em outros países da América Latina e o Caribe por décadas. O texto examina os fatores que geram e perpetuam esse processo trágico para os povos do Sul. Além de marcada pelo que consideramos uma irresponsabilidade fiscal, social e ambiental, a gestão do endividamento tem sido um fator de estagnação da economia interna e uma arma de submissão. Como Prometeu, a economia dos países devedores gera um fígado de riquezas a cada noite, durante o dia vem o urubu e come o fígado. Um dia após o outro. Sem fim. Até quando?
Há evidencias de um plano orquestrado pelos Estados Unidos, com atores preparados para garantir, por via de corrupção, ameaças, morte ou guerra, que nossos países continuem alimentando o império do Norte com suas riquezas naturais, suas economias e ainda com seu cérebro. Nesse sentido, a dívida tem uma inevitável dimensão política, que tem se traduzido em guerras, em vários momentos da História.
Finalmente, examino alguns dos caminhos de resistência social ao círculo vicioso do endividamento, do empobrecimento e da submissão, e apresento dois instrumentos de luta que podem se complementar eficazmente para mudar a situação em favor dos povos do Sul: a auditoria financeira e a auditoria social e ambiental.
Como sempre o jornal O Estado de São Paulo que, ao longo de sua história, defendeu e defende os interesses das classes abastadas do Brasil e do exterior, sejam elas financeira, agrária ou industrial, mais uma vez, faz-se defensor delas contra os interesses da Nação brasileira. Desta vez, porém, exagerou. Mas isto é comum para este órgão de imprensa quando os interesses das classes ricas estão ameaçados.
No editorial de 21 de novembro, "Mutirão pelo Retrocesso", o Jornal volta a reafirmar suas teses ultra-conservadoras, fazendo passar os interesses das elites como se fossem os interesses do Brasil. Controlando o poder econômico e a grande mídia, estas elites exercem o mando sempre de costas para o povo brasileiro, espelhando-se nas metrópoles da Europa ou dos Estados Unidos. O linguajar do jornal revela uma atitude de intolerância e autoritarismo. Não tolera dissenções, nem opiniões contrárias à s suas, agredindo com qualificativos depreciadores, em estilo tendencioso e não profissional.
Entre 1995 e 2002, Lula e o PT criticaram sistematicamente as políticas econômicas e sociais do governo FHC, condenando a trinca FHC-Malan-Armínio por manterem o Brasil numa posição subserviente aos interesses do capital transnacional; por aumentarem sempre mais o endividamento público; por priorizarem o pagamento dos juros acima dos investimentos na infraestrutura e nas políticas sociais; por privatizarem o patrimônio público acelerada e irresponsavelmente; por praticarem atos desonestos e até corruptos em inúmeras ocasiões; por prejudicarem assalariados, funcionários públicos e jubilados com políticas de arrocho salarial e com a desagregação da Previdência pública e a privatização dos serviços que eram obrigação do governo prover à população.
Lula Presidente defende hoje, com idêntica verve, as mesmas coisas que condenava como candidato. Não só defende, mas FAZ. Para isto colocou na cabeça do Banco Central um banqueiro transnacional, ex-presidente de um dos bancos credores do Brasil.
O aramaico foi a língua em que Jesus ministrou seus ensinamentos. Como estes ensinamentos foram conservados pela tradição oral por várias décadas em aramaico, muitos estudiosos acreditam que eles foram primeiramente escritos naquela língua e só mais tarde traduzidos para o grego.
Com a tradução para o grego, e mais tarde para o latim e outras línguas européias, surgiram vários problemas na transmissão dos ensinamentos em virtude da estrutura destas línguas. O aramaico é uma língua antiga e bastante sintética; suas palavras podem ter diferentes significados. O grego só foi introduzido no oriente médio bem mais tarde: os vários significados de cada palavra em aramaico são expressos por duas ou mais palavras diferentes. Poderíamos dizer que as palavras em aramaico são ricas em significado enquanto o grego é uma língua rica em palavras.
Na Amazônia Ocidental brasileira, a agricultura caracteriza-se pela derrubada e queima da floresta, com o plantio de culturas de subsistência, principalmente a mandioca, por dois ou três anos consecutivos e posterior abandono da área. Neste sistema, há uma redução da produção dos cultivos a cada ano causada pela diminuição da capacidade produtiva dos solos, obrigando ao agricultor realizar desmatamentos de novas áreas. Geralmente, uma área abandonada permanece em pousio (capoeira) por 8 a 15 anos, onde ocorre uma recuperação da fertilidade dos solos, pela presença de espécies fixadoras de nitrogênio e pela melhoria de reciclagem e absorção de nutrientes; depois deste período esta área poderá ser reutilizada. Este sistema agroflorestal tradicional, conhecido como "agricultura migratória", não tem contribuído para a melhoria do nível de vida do produtor rural, além de causar sérios danos ao meio ambiente nas regiões com maior densidade populacional.
1. A cidade é construída pelos homens. Mas os homens que a constróem têm interesses e valores diferentes: a cidade que conhecemos hoje é resultado de uma disputa entre os que tratam a cidade como fonte de lucro (os capitalistas) e os que tratam a cidade como espaço de vida (os moradores).
2. Nesta disputa, como os interesses dominantes são os dos grupos econômicos dominantes - que conseguem, geralmente, eleger autoridades e representantes que vão defender seus interesses (do presidente ao prefeito, passando pelo governador) -, as cidades são, primeiramente, montadas e organizadas para servir ao capital (Ã s grandes empresas, ao grande comércio, aos bancos, Ã indústria automobilística, Ã s grandes imobiliárias). E o que vai ocorrer é que os recursos públicos (os impostos pagos por toda a população) vão ser usados prioritariamente a serviço de interesses particulares, de um pequeno grupo, de uma elite, e não de toda a população.
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